Com 95 minutos de duração, o novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, é uma experiência intensa, divertida e extremamente sangrenta que se afirma como o melhor longa da franquia — e, de quebra, o melhor filme baseado em jogo da história.
Cregger, conhecido por seu trabalho em "Barbarian" e "Weapons", traz um olhar autêntico para o universo de Resident Evil, mesmo sem incluir personagens icônicos como Leon S. Kennedy ou Claire Redfield. O longa se passa paralelamente ao evento de Raccoon City, mas conta uma história original, com foco em Bryan, um entregador de medicamentos interpretado por Austin Abrams, que se vê envolvido em uma invasão zumbi após aceitar um trabalho em um momento de caos.
O filme prioriza o clima de tensão e o ritmo ágil, removendo a exagerada ação de estilo pós-Matrix que marcou os filmes anteriores. Em vez disso, o foco está em sobrevivência: contagem de balas, escassez de recursos e movimentação cautelosa em ambientes escuros. A câmera frequentemente assume a perspectiva do personagem, reforçando a sensação de imersão, como em um jogo de videogame.
Bryan não é um herói treinado. Ele é um cara comum, com medo de armas — e sua experiência com tiroteios vem apenas de jogos. Isso torna cada confronto com os monstros uma situação de vida ou morte, potencializada por sustos bem colocados e criaturas grotescas.
Embora o roteiro seja simples e não se aprofunde na lore dos jogos — com alguns elementos, como o parasita Las Plagas, que aparecem em fases posteriores da franquia —, o filme não se preocupa em ser fiel ao universo. O que importa é transmitir a essência do jogo: medo, incerteza e sobrevivência.
Apesar de não ter conexões diretas com os jogos, o longa é uma das adaptações mais bem-sucedidas de um universo de video game já feitas. Com direção ousada, ritmo impecável e um tom que equilibra terror e humor, "Resident Evil" (2025) é, sem dúvida, um dos grandes sucessos do ano no cinema de entretenimento.