O longa-metragem Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, estreia em 18 de setembro de 2026 e já está recebendo críticas entusiasmadas. A maioria dos especialistas destaca que o filme não tenta ser uma fidelidade absoluta ao universo dos jogos da Capcom, mas sim uma homenagem inteligente ao sentimento de jogar um título da série — com tensão, puzzles e momentos de horror que se misturam com humor ácido.
Avaliado com 96% no Rotten Tomatoes, o filme é descrito como uma experiência cinematográfica com identidade própria, capaz de unir o DNA de filmes de terror com a estrutura de jogos de sobrevivência. Segundo David Ehrlich, do IndieWire, a obra é um exemplo de como entretenimento baseado em IP pode se fortalecer ao respeitar a essência de um jogo sem se prender a seus detalhes narrativos.
A história acompanha Bryan, um entregador de medicamentos interpretado por Austin Abrams, que se vê envolvido em um desastre zumbi em Raccoon City. A trama se desenvolve como um único e intenso percurso, com foco no sofrimento e na sobrevivência do protagonista. Cregger, conhecido por Weapons e Barbarians, demonstra domínio na construção de tensão, efeitos visuais realistas e um ritmo que lembra o gameplay dos jogos clássicos.
Apesar dos elogios, algumas críticas apontam um desgaste no segundo ato. O Guardian e o Consequence destacam que o filme perde impulso quando se afasta do foco inicial, com cenas mais longas e um tom mais metafórico que, para alguns, mina o impacto emocional. A direção, que começa com uma câmera ágil e envolvente, some um pouco diante de efeitos visuais mais caros e menos precisos.
Apesar disso, o carisma de Abrams é destacado como um dos pilares do sucesso. Ele sustenta o filme sozinho por quase todo o tempo, com um personagem que, embora falho, demonstra uma vontade genuína de fazer o certo — o que mantém o público envolvido.
Curiosamente, Cregger removeu várias piadas do roteiro original após testes com audiências, que achavam o tom muito divertido demais. Segundo ele, o filme ficou melhor com as mudanças, e não sente falta de nenhum dos trechos cortados.
Em resumo, Resident Evil (2026) não é uma adaptação fiel de uma história específica, mas sim uma versão que captura o que é sentir o jogo: pressão, escolhas limitadas, monstros grotescos e um sistema de progressão que se sente como um nível de jogo. É, para muitos, a prova de que cinema e games podem se fundir de forma poderosa — sem precisar copiar tudo ao pé da letra.