O novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, está sendo elogiado como um dos melhores adaptados de videogames da história — e o principal motivo é o protagonista Bryan, um homem comum que não tem habilidades de combate, nem treinamento militar, nem superpoderes.

Em vez de ser um herói como Leon ou Chris, Bryan é um motorista cansado, tentando concluir seu último trabalho da noite. Ele não é um avatar de jogadores experientes; é o jogador comum, aquele que comete erros, tem medo e se perde no caos — exatamente como a maioria de nós faria em um mundo de zumbis e mutantes.

Seus tropeços são parte do encanto: ele mente sobre ter cadeias de pneu, perde o foco olhando o celular, dispara no carro próprio, deixa cair uma escada essencial e até tenta pegar uma criança mutante. Cada erro é crível, humano e, muitas vezes, hilário — mas sem perder o tom de tensão do horror.

Segundo o PC Gamer, isso transforma o filme em uma experiência mais autêntica. Em vez de frustrar o espectador com um herói imbatível, Bryan nos faz empatizar. Nada de “eu faria melhor”, mas sim “eu também me encheria de medo”.

O longa ainda enfrenta o desafio de equilibrar humor e tensão — algo que Cregger teve que ajustar após testes com plateias que achavam o roteiro muito engraçado. O resultado é um filme que consegue ser assustador, cômico e profundamente humano ao mesmo tempo.

Apesar de não ser fiel a todos os detalhes da lore de Resident Evil, o filme se destaca por capturar a essência do jogo: sobrevivência, medo e decisões ruins em situações extremas. E, nisso, Bryan, o inepto, é o herói que o universo precisava.