O produtor Masachika Kawata revelou em um livro especial de 30 anos da franquia Resident Evil que Resident Evil Requiem foi originalmente planejado como um jogo online. A informação consta no biohazard 30th Special Mook, um livro de 124 páginas com histórico completo da série, entrevistas com desenvolvedores e detalhes sobre criaturas e cronologia.
Segundo Kawata, o diretor Koshi Nakanishi chegou a desenvolver protótipos com foco em multiplayer. No entanto, os testes feitos durante o processo não tiveram resultados positivos. Com isso, a equipe decidiu priorizar o conceito de terror e abandonar a linha online.
Além disso, Kawata contou que Leon Kennedy foi o primeiro personagem escolhido como protagonista. Porém, a equipe percebeu que o estilo de combate agressivo do personagem poderia tornar o jogo mais voltado para ação, comprometendo a atmosfera de medo. Por isso, foi criada uma nova personagem, Grace, para equilibrar o jogo.
A decisão de manter em segredo a participação de Leon até o lançamento foi estratégica. Segundo Kawata, essa abordagem ajudou a manter o interesse dos fãs ao longo do tempo, mostrando apenas os dois lados da experiência — horror e ação — no momento certo.
Essa tentativa de transformar um jogo de terror em multiplayer não é inédita na Capcom. Em 2022, o produtor Jun Takeuchi já havia comentado sobre a pressão interna para incluir elementos como multiplayer, microtransações e conteúdo descarregável em Resident Evil 7. A ideia foi descartada por falta de boas propostas, resultando em um jogo single-player puro — algo que, segundo os próprios desenvolvedores, era o oposto do que a equipe de marketing queria.
Com a franquia em alta — com um novo filme dirigido por Zach Cregger e uma remasterização de Code Veronica marcada para fevereiro de 2027 — é possível que a Capcom explore novamente a ideia de um jogo online, talvez com uma nova versão de Resident Evil Outbreak.