Apesar das dúvidas, Marc Merrill, cofundador da Riot Games, afirma que o novo MMO de League of Legends é uma aposta ousada, mas justificada. Em entrevista ao podcast Lemonade Stand, ele reconhece que o mercado de MMOs é desafiador, com expectativas altas, público envelhecido e concorrência forte — como World of Warcraft.
"Não discordo de muitas das suas preocupações", diz Merrill. "Existem todas as razões inteligentes para não fazermos o que estamos fazendo." Mas, segundo ele, o apoio de uma comunidade global de milhões de jogadores, construída ao longo de duas décadas, é um trunfo.
"Nós construímos Runeterra há 20 anos, e milhões de pessoas se apaixonaram por esses personagens, facções e histórias", afirma. Ele destaca que o sucesso de títulos como Arcane e Riftbound ajudou a fortalecer esse mundo, mostrando que os fãs querem mais do que apenas jogar — querem viver nele.
A Riot só se sentiu pronta para o projeto após alcançar uma base de jogadores global, receitas estáveis e uma equipe forte. "Não queríamos sequer tentar esse espaço insano até termos tudo isso", diz Merrill.
Apesar da confiança, o anúncio do fim do desenvolvimento de 2XKO, o jogo de luta de League of Legends, em dezembro de 2026 — após lançamento completo em janeiro — deixou os fãs com receio. A Riot justificou a decisão pela baixa retenção de jogadores e falta de viabilidade financeira.
Com isso, há uma expectativa de que o MMO não cometa o mesmo erro. A Riot não está tentando agradar a todos, mas sim entregar uma experiência autêntica para quem ama o universo de Runeterra.