A Rockstar Games se prepara para a audiência final em um tribunal de trabalho, que começa nesta semana, envolvendo 31 ex-funcionários da Rockstar North. Eles foram demitidos, segundo alegações, de forma ilegal por estarem envolvidos em atividades sindicais.
A audiência, que se estenderá até 16 de outubro, ocorre a apenas alguns meses do lançamento de Grand Theft Auto VI. A Independent Workers Union of Great Britain (IWGB) representa os ex-funcionários e busca a reintegração ou compensação, além de um reconhecimento de que as demissões foram injustas.
Jason Lewis, um dos ex-funcionários, comentou sobre a luta por justiça e a importância de trazer à tona a verdade sobre as demissões. Ele expressou a dor de ter sido excluído de um projeto ao qual dedicou anos de trabalho.
A Rockstar demitiu 34 funcionários em outubro do ano passado, alegando “má conduta grave” por violação de acordos de confidencialidade. No entanto, os ex-funcionários afirmam que estavam apenas discutindo questões de salários e condições de trabalho em um canal do Discord relacionado ao sindicato.
As demissões geraram protestos e atenção da mídia, incluindo menções no Parlamento do Reino Unido. O ex-primeiro-ministro Keir Starmer destacou a importância do direito dos trabalhadores de se sindicalizarem sem enfrentar represálias.
Com o tribunal se aproximando, Alex Marshall, presidente da IWGB, comentou que a Rockstar tentou “escapar com o roubo dos direitos trabalhistas”. A expectativa é que a audiência traga à luz a verdade sobre as demissões e suas consequências.
Além disso, um novo sindicato de trabalhadores da Rockstar tem surgido, levantando questões sobre condições de trabalho, pagamento de bônus e desigualdade salarial entre gêneros.