Antes de conhecer Romancing Saga 3: Destinies United, eu era um espectador fiel da franquia — admirava de longe, mas nunca me envolvia. Tudo mudou durante um evento de demonstração no New York Comic Con, onde tive a chance de jogar uma parte focada em combate do jogo.

Minha equipe era um grupo improvável: Khalid, o líder corajoso; Peony, uma fada com uma lança gigante; um herói mascarado com estilo de quadrinhos; e Flurry, um boneco de neve de sobrancelhas grossas que, sem dúvida, virou meu favorito.

O combate segue a lógica tradicional dos JRPGs modernos: avançar no mundo aberto, atacar antes do inimigo reagir e entrar em modo turn-based. Parece familiar? Sim. Mas Romancing Saga 3 tem um segredo: o sistema de Glimmer.

Quando um ataque aparece com um ícone de lâmpada ao lado, há uma chance de transformá-lo em algo maior. Um simples golpe de Peony se torna uma "Gigante Soco" — um novo ataque que entra no arsenal da personagem. Essa mecânica não é apenas estética: ela incentiva a experimentação, especialmente com armas e magias que só podem ser ativadas em certas condições.

O sistema funciona como uma roleta: você pode seguir a estratégia segura — atacar fraquezas — ou arriscar tudo em busca de um golpe poderoso. Com limitações nos slots de habilidades, o risco é real, mas a sensação de descoberta é imensa. Cada "luz" que acende é um novo potencial, um novo movimento, um novo jeito de vencer.

As batalhas deixam de ser apenas sobre derrotar inimigos e viram uma jornada de personalização. Ataques em múltiplos alvos, explosões em área, chutes de trovão... meu grupo cresce não só em poder, mas em diversidade de habilidades.

Com uma trilha sonora marcante, com um saxofone e um coro que dão um toque épico, cada combate se torna uma experiência memorável. E, no meio disso, as formações pré-definidas — como "Especulação" (para ataque corpo a corpo) ou "Vento Giratório" (para velocidade) — facilitam a personalização sem complicar o jogo.

Após atravessar um labirinto, encontrei o chefe: Gwayne, um dragão imenso que não vai ceder com facilidade. E, mesmo antes da batalha final, já estava claro: Romancing Saga 3 não é só um remake. É uma nova versão do gênero, com coração, alma e uma mecânica que transforma o combate em algo único.