Nvidia apresentou seu novo SoC, o RTX Spark, em um laptop que promete ser a solução tudo-em-um para criadores, entusiastas de IA e jogadores. No entanto, segundo o jornalista Dave James, do PC Gamer, o dispositivo, embora impressionante tecnicamente, não é recomendado para o jogador médio.
Preço e configurações
O modelo mais barato com RTX Spark já parte de US$ 2.700 — um valor que, no mercado brasileiro, equivale a mais de R$ 15 mil. Ele vem com núcleos mais fracos, 24 GB de memória unificada e SSD de 512 GB, o que já é considerado limitado para um dispositivo voltado para tarefas pesadas como jogos e processamento local de IA.
Arquitetura e potencial
O RTX Spark é um SoC baseado em arquitetura Arm, com memória unificada (UMA) que permite compartilhar recursos entre CPU e GPU. Isso é especialmente vantajoso para cargas de trabalho de IA locais, que exigem grande volume de memória. O chip também é projetado para suportar tarefas criativas e agentic AI, com o potencial de se tornar uma plataforma central para o futuro dos laptops.
Desempenho em jogos
Apesar de ainda estar em fase inicial de avaliação, o desempenho em jogos é promissor. O modelo testado — um Asus ProArt P16 com 64 GB de memória e um chip N1X de 20 núcleos — se destaca pelo design fino, corpo em alumínio e elegância visual, lembrando os Razer Blade. No entanto, o preço elevado torna-o menos competitivo em relação a laptops de jogos tradicionais com GPU dedicada.
Conclusão
Embora o RTX Spark seja uma demonstração tecnológica fascinante e um possível vislumbre do futuro dos laptops, ele ainda não é viável como escolha principal para quem busca apenas jogar no PC. O mercado brasileiro, onde preços acima de R$ 12 mil são considerados premium, reforça essa avaliação: o custo-benefício não favorece o jogador comum.