Um Xbox de US$ 1.800 que não suporta mídias físicas? A ideia soa absurda — e, segundo o jornalista Phil Hayton, é justamente isso que torna o Evercade Nexus uma escolha mais sensata do que os próximos lançamentos da Microsoft.
Enquanto o mercado se prepara para o que pode ser a geração mais cara da história, com rumores de preços entre US$ 1.200 e US$ 1.800, o Evercade Nexus oferece algo raro em 2026: um console portátil que roda cartuchos físicos, com tela de 5,98 polegadas, controle simétrico e apoio a mais de 700 títulos — clássicos e indie — por apenas US$ 199,99.
Apesar de não ter recursos premium como display OLED ou sticks com efeito hall, o dispositivo se destaca por manter o espírito do jogo físico: comprar, jogar e guardar. Isso é especialmente relevante se considerarmos que os próximos consoles de Sony e Microsoft provavelmente não terão suporte a mídias físicas, exigindo conexão constante à internet.
Para quem já está no ecossistema Evercade, o Nexus é uma atualização natural. Mas mesmo quem busca algo mais acessível pode optar pelo Super Pocket por US$ 69,99 ou pelo Alpha, uma máquina de arcade de mesa que funciona como um console autônomo — uma espécie de moderno Vectrex.
O ponto principal do texto é claro: em vez de financiar uma nova geração de consoles que prioriza preço elevado e dependência digital, o apoio a plataformas como o Evercade é uma forma de defender o direito de jogar sem limitações, sem assinaturas e sem precisar de internet constante.
Em resumo, o Evercade Nexus não é o melhor em termos de hardware, mas é um dos poucos que ainda acreditam no modelo físico — e isso, em um mercado onde o preço dos consoles está se tornando inacessível, vale ouro.