A Sega está se afastando do uso de IA generativa na criação de conteúdo de seus jogos, segundo declarações do executivo sênior Tsuyoshi Saito em entrevista ao Nikkei. Segundo ele, a empresa está sendo 'muito cautelosa' com o uso da tecnologia no processo de desenvolvimento e não confiará os aspectos criativos dos títulos a ferramentas de IA.
A posição surge após controvérsias sobre o uso de IA em Crazy Taxi: World Tour, que gerou dúvidas sobre se ativos do jogo foram gerados por inteligência artificial. A empresa esclareceu que, na verdade, as ferramentas foram usadas apenas como referência, sem gerar conteúdo final que apareça no jogo.
Apesar de não usar IA em criação de conteúdo, a Sega admite que a tecnologia está presente em áreas corporativas, como publicidade, geração de ideias de negócios e processos internos. A empresa também criou um 'Comitê de IA Generativa' em 2025 para supervisionar o uso da tecnologia.
Outro ponto destacado por Saito é o interesse da Sega em colaborar com desenvolvedores independentes. A empresa acredita que há potencial para um relacionamento vantajoso, onde os estúdios independentes aproveitariam a distribuição e o marketing da Sega, enquanto a empresa aproveitaria a criatividade dos indies.