Senadores e deputados mexicanos estão se envolvendo em uma nova frente sobre direitos do consumidor no mundo dos jogos digitais. Luis Donaldo Colosio Riojas, presidente da Comissão de Direitos Digitais do Senado mexicano, anunciou uma iniciativa com a deputada federal Iraís Reyes para mudar a legislação e proteger compradores de produtos digitais no país.
O projeto tem como foco principal esclarecer o que o consumidor realmente está adquirindo ao comprar um jogo digital: se é uma propriedade ou apenas uma licença de uso. A proposta exige que empresas sejam mais transparentes sobre esse ponto, evitando práticas que deixem o jogador sem acesso ao conteúdo após o término de suporte.
Outro item central é a preservação digital de jogos mesmo após o fechamento dos servidores. A ideia é permitir que pessoas que compraram títulos continuem jogando versões acessíveis, mesmo que não estejam mais oficialmente disponíveis.
Além disso, a iniciativa exige que empresas que vendem jogos digitais no México tenham um endereço registrado no país. Isso facilitaria a atuação de autoridades locais em caso de violação de direitos do consumidor — algo comum atualmente, já que muitas companhias não oferecem suporte direto no Brasil e em outros mercados latino-americanos.
A proposta surge em meio a um debate global sobre a transição para jogos digitais. O anúncio da Sony de que pode deixar de suportar discos físicos em 2028 gerou resistência, levando grupos como Stop Killing Games a pressionar por mais proteções nos EUA. Colosio e Reyes já haviam protocolado uma denúncia antitruste contra a Sony por causa da mudança.
Apesar do movimento, a Sony teria recentemente pesquisado desenvolvedores sobre a viabilidade da transição total para digital, sugerindo que o plano ainda pode ser revisado.