Um vazamento de dados massivo na Dinamarca revelou que a senha '123456' foi suficiente para um hacker acessar o Registro Central de Pessoas (CPR), um dos sistemas mais sensíveis do país. Segundo informações divulgadas pela mídia dinamarquesa Politiken, o ataque foi possível porque uma empresa privada, Pays ApS, que tinha acesso legítimo ao sistema, usava a mesma senha em três contas — incluindo uma administrativa.

O ataque foi identificado no dia 2 de outubro, quando um funcionário do Ministério da Pesquisa, Educação e Digitalização notou uma fatura anormalmente alta, indicando um número excessivo de buscas realizadas pela empresa. Entre 10 e 20 de setembro, o invasor realizou 14 milhões de acessos automatizados ao banco de dados, coletando nomes, endereços e números de identificação de pessoas vivas e falecidas.

O responsável pelo ataque, que se declarou publicamente, afirmou não ter intenção de vender ou divulgar os dados. Apesar disso, o caso reforça o risco de práticas de segurança péssimas, mesmo em instituições que lidam com dados sensíveis.

Esse tipo de falha é alarmante, especialmente porque '123456' continua entre as senhas mais usadas no mundo — e é frequentemente a primeira tentativa de qualquer ataque de força bruta. A Dinamarca, que já enfrentou problemas com segurança digital em outros setores, agora enfrenta uma nova crise de confiança pública.

Para quem usa senhas simples, o alerta é claro: atualizar senhas e usar gerenciadores de senhas pode reduzir drasticamente o risco. Mesmo ferramentas de segurança não são infalíveis — mas o primeiro passo é não usar '123456' como senha.