O jogo The Blood of Dawnwalker ganhou elogios por sua narrativa e mecânicas únicas, mas uma característica gerou controvérsia desde o lançamento: o sistema de tempo limitado. Esse recurso impõe uma pressão constante sobre o jogador, limitando o que pode ser feito em cada rodada.
Segundo o diretor da Rebel Wolves, Konrad Tomaszkiewicz, a sequência do jogo pode não incluir essa mecânica — ou pelo menos não de forma obrigatória. "Nós vamos brincar com ela. Se tivermos partes da história, ou a história inteira, que se encaixem nisso, usaremos. Se não se encaixar, não forçaremos", disse ele em entrevista ao Eurogamer.
Apesar das críticas, Tomaszkiewicz ressalta que o jogo foi equilibrado para que cerca de 80% do conteúdo possa ser concluído mesmo com o relógio funcionando. Ele também argumenta que a ideia de ver tudo em uma única jogatina é uma ilusão, mesmo em jogos como The Witcher, onde escolhas afetam o caminho.
O diretor reconhece que modificações que eliminam o tempo, como o popular "Better Story Timer" no Nexus Mods, são bem-vindas — mas incentiva os jogadores a experimentarem o jogo com a mecânica original primeiro. "É possível jogar com o tempo e ainda assim curtir a experiência", afirma.
Curiosamente, o número de reclamações sobre o sistema de tempo tem diminuído com o tempo, segundo Tomaszkiewicz. Muitos jogadores, ao completar o game, perceberam que tinham mais tempo do que imaginavam.
Com o sucesso do título, a Rebel Wolves já está em busca de um escritor principal para desenvolver a próxima fase da saga. O foco está em criar uma história que se encaixe naturalmente nos mecanismos do jogo, sem forçar elementos que não se encaixem.