Se você já se perguntou se um simples .45 poderia acelerar o fim de jogos longos, um experimento bem-humorado do PC Gamer responde com números, ironia e um toque de crítica social.
Com base em jogos que não usam armas de fogo como elemento padrão, a equipe analisou como o uso de um pistolão moderno mudaria o tempo de conclusão — e o resultado é bem mais complexo do que parece.
Baldur’s Gate 3: Astarion não merece um revólver
Apesar de a magia ser o cerne do universo de Dungeons & Dragons, o fato de o jogo exigir progressão lenta — desde nível 1 até o poder de um fireball — faz com que um .45 pareça uma vantagem. No entanto, o risco de personagens como Astarion ou Minsc dispararem em locais públicos pode causar mais complicação do que benefício.
Resultado: tempo total inalterado. Aconselhado: não dar arma para ninguém.
Dark Souls 3: 70% a menos de tempo
Com combate baseado em posicionamento e timing, um revólver torna o jogo muito mais fácil. Bosses como o Soul of Cinder, embora imponentes, são vulneráveis a tiros em massa — e o jogador ganha mais tempo para se esquivar.
Veredito: cerca de 70 horas economizadas. O jogo fica mais rápido, mas perde parte do desafio.
Crusader Kings 2: A revolução tecnológica em um clique
Com um handgun no século XI, o que muda? Se o jogador conseguir replicar a arma em larga escala, o jogo se transforma. Com armas modernas, o avanço tecnológico acelera — e o caminho para o domínio mundial se torna curto.
Estimativa: entre 30 e 40 horas cortadas por partida. Mas só se o tempo-traveler for um engenheiro.
Elden Ring: A corrida pela velocidade
Embora o jogo tenha armas de fogo, elas são lentas e grandes. Um revólver, por outro lado, permite atacar inimigos menores com eficiência. Aproveitando áreas proibidas antes do tempo, o jogador poderia pular fases e acelerar o jogo.
Veredito: até 626 horas de vida recuperadas — se o jogador resistir à tentação de usar o gunplay para poderar rapidamente.
Metaphor: ReFantazio: O momento certo de atirar
Na quarta hora do jogo, o vilão principal está em pleno monólogo. Um tiro, e o jogo acaba — ou muda completamente, dependendo se o jogador quer se tornar rei.
Resultado: 159 horas poupadas, mas com consequências narrativas que só o jogo pode explicar.
Slay the Spire: Poder, mas também vício
Substituir todos os golpes iniciais por um ataque de 20 de dano transforma o início do jogo. A primeira vitória fica mais fácil — mas o poder excessivo pode manter o jogador jogando por mais tempo.
Resultado: 190 horas economizadas — ou 50 a mais, se o jogador se perder no poder.
Em resumo: sim, um revólver acelera jogos. Mas o custo pode ser a perda da experiência, da narrativa e até da própria identidade do jogador. E no Brasil, onde muitos jogam com limitações de hardware, o impacto de um game mais curto pode ser ainda mais significativo.