Shawn Layden, ex-líder da PlayStation, comentou sobre suas declarações recentes em que sugeriu que a Sony deveria ter lançado um PlayStation Portable 2 (PSP2) em vez do PlayStation Vita. Em uma entrevista, ele argumentou que a empresa exagerou nas funcionalidades do Vita, resultando em custos elevados e vendas baixas.

Segundo Layden, recursos como tela OLED, back-touch e cartões de memória proprietários foram desnecessários. Ele acredita que a Sony deveria ter mantido a simplicidade do PSP, adicionando apenas um segundo analógico. "A grande reclamação sobre o PSP original era a falta de um segundo stick, que se tornava um empecilho com o tempo", explicou.

Ele também criticou a escolha dos cartões de memória do Vita, que não eram compatíveis com o PSP, obrigando os usuários a comprar novos cartões caros. Layden ressaltou que cada novo recurso aumenta o custo de produção, e a relação custo-benefício precisa ser equilibrada para garantir a aceitação do consumidor.

O PS Vita, lançado em 2011, não conseguiu conquistar um público amplo e a Sony parou de reportar suas vendas após um início lento. Estimativas apontam que as vendas totais do Vita ficaram entre 10 e 15 milhões de unidades, em contraste com os mais de 76 milhões do PSP.

Além disso, Layden abordou a dificuldade de preservar jogos antigos, destacando que a indústria de games enfrenta um desafio único em comparação com música e cinema, onde obras clássicas continuam acessíveis. Ele criticou a decisão da Sony de fechar a loja online do PS Vita e do PS3, o que limita o acesso a jogos mais antigos.

Layden deixou a Sony em 2019 após 32 anos e atualmente está criando sua própria editora focada em jogos de médio porte, um segmento que acredita ter desaparecido, levando à falta de inovação e diversidade criativa no setor.