Fire Emblem voltou a dominar o cenário dos RPGs táticos com Fortune's Weave, lançado no Nintendo Switch 2. A série, que ganhou popularidade com Three Houses em 2019, mescla combate por turnos com elementos de simulação social, conquistando fãs ao redor do mundo.
Diante desse renascimento do gênero, o artigo de Jen Glennon no Polygon aponta para uma ausência que poderia ser preenchida: a volta de Shining Force, o RPG tático da Sega dos anos 90. Lançado originalmente no Mega Drive, o jogo foi uma das primeiras experiências do gênero para muitos jogadores no Ocidente — e ainda é jogável hoje, graças à biblioteca do Nintendo Switch Online + Expansion Pack.
Assim como Fire Emblem, Shining Force exige montar um grupo de soldados com classes variadas — arqueiros, magos, cavaleiros e até guerreiros com machados. Os personagens podem evoluir com nível e itens raros, e o jogo apresenta uma diversidade de personagens incomuns: um lobo-guaraná, um robô, uma medusa voadora e até um pássaro extravagante chamado Peter, que se parece com o Big Bird com um corte de cabelo de brócolis.
Em combate, os jogadores movem unidades em uma grade, com cenas de batalha em pixel art elaboradas para a época. Mapas criativos — como batalhas em jangadas flutuantes no mar, dentro de um circo ou até em homenagem às Linhas de Nazca — destacam o espírito ousado da série.
Apesar de inspirado em Fire Emblem, que saiu dois anos antes, o criador Hiroyuki Takahashi afirmou em 2010 que o ritmo do jogo era tão lento que ele nem sequer quis jogar. Mas, mesmo assim, os dois títulos compartilham estruturas semelhantes. A Sega, por sua vez, afastou-se do estilo clássico nos anos 2010, lançando jogos mais voltados para a ação, como os da série Shining Force para PSP, e o mais recente Shining Resonance Refrain, um RPG de ação totalmente diferente.
O artigo defende que seria ótimo ver uma nova versão de Shining Force com elementos modernos e homenagens a outros clássicos da Sega — como a inclusão de Kiryu de Yakuza ou AiAi de Super Monkey Ball em missões secretas. Mapas inspirados em zonas de Sonic, cidades futuristas de Phantasy Star II ou o cenário natalino de Christmas Nights também seriam bem-vindos.
Para os fãs de longa data — especialmente os millennials que cresceram com o Mega Drive —, a volta de Shining Force não seria apenas um revival, mas um tributo ao espírito criativo que marcou os jogos da Sega nos anos 90.
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