Ryan Condal, o showrunner de House of the Dragon, revelou os motivos pelos quais a terceira temporada do programa se distancia das obras de George R.R. Martin, especialmente em relação à profecia do Príncipe Que Foi Prometido.

Na série da HBO, essa profecia, que advém do sonho de Aegon, é apresentada de forma aberta. Ao contrário dos livros, onde a profecia é mantida em segredo, a rainha Rhaenyra declara publicamente: "Eu sou o Príncipe Que Foi Prometido!". Essa revelação ocorre na tentativa de conquistar o apoio do povo e legitimar seu reinado.

Condal explicou que, embora essa informação não esteja nos livros, a decisão de expô-la foi uma forma de mostrar uma mudança significativa na relação de Rhaenyra com seu povo. Ele comentou que, ao não revelar claramente o sonho de Aegon, a história poderia ser interpretada de diversas maneiras, o que poderia fazer com que a população visse Rhaenyra como uma tirana.

“Queríamos algo que representasse uma mudança real na relação de Rhaenyra com as pessoas”, disse Condal. A inclusão da profecia também se conecta a eventos sombrios que ocorrem na trama, refletindo a antiga fé valiriana em dragões e magia de sangue, na qual Rhaenyra se declara como a escolhida que guiará seu povo através da escuridão.

Os fãs de Game of Thrones já sabem que Rhaenyra não é, de fato, o Príncipe Que Foi Prometido.