O showrunner Terry Matalas confirmou que o seriado VisionQuest, da Marvel, não utilizou nenhum tipo de IA generativa durante sua produção. A informação foi divulgada em entrevista ao ScreenRant, em meio ao debate crescente sobre o uso de inteligência artificial em conteúdos de entretenimento.

Apesar do tema central do show — personagens de IA vivos dentro da mente do Vision — ser um cenário que poderia ter justificado o uso de ferramentas de geração automática, Matalas afirmou que não houve necessidade. "Não, de forma alguma", disse ele. "Todas as visualizações são inspiradas no modo como a IA atual processa informações, o que nos permitiu fazer uma crítica divertida sobre seus limites".

O design de produção, liderado por Will Hughes-Jones, incluiu elementos que retratam os erros comuns da IA: escadas sem destino, cadeiras embutidas em paredes e móveis com proporções erráticas. Esses detalhes, segundo o criador, são uma forma sutil de comentar sobre as falhas da tecnologia como a conhecemos hoje.

Apesar de a Marvel já ter usado IA generativa em outros projetos — como na abertura do seriado Secret Invasion —, a maioria dos filmes e séries do MCU tem evitado seu uso em produção principal. VisionQuest é descrito como um "sequel" de WandaVision, com o personagem White Vision, restaurado com memórias, tentando entender sua humanidade diante de sua criação, Ultron, e de uma caçadora de recompensas.

O seriado estreia em 14 de outubro no Disney Plus. No Brasil, o acesso será restrito ao serviço de streaming, com preços e pacotes alinhados aos da plataforma global.