Segundo informações de fontes próximas às negociações, a SK hynix está considerando instalar uma fábrica de memórias nos Estados Unidos, possivelmente em parceria com a Intel. O projeto, ainda em fase de estudo, pode envolver o uso de instalações da Intel em Ohio ou a formação de uma joint venture com gigantes da nuvem.

Analistas destacam que o aspecto mais relevante não é apenas o possível acordo entre SK hynix e Intel, mas sim a possibilidade de um consórcio com empresas de grande escala (hyperscalers), que enfrentam crescente demanda por memórias de alto desempenho. A colaboração traria vantagens para todos os envolvidos: compartilhamento de riscos, infraestrutura comum e acesso a mercados estratégicos.

É importante notar que a SK hynix já tem operações nos EUA, mas apenas para embalagem de chips — não para produção de wafers. A nova fábrica, se concretizada, seria voltada para a fabricação de memórias reais, algo que ainda não ocorre no país com essa escala.

O movimento se alinha com a política externa dos EUA, que busca atrair fabricantes de chips estrangeiros para reduzir dependência de países como Taiwan e Coreia do Sul. Ainda que o governo americano tenha oferecido incentivos, há pressão de Seul para que empresas sul-coreanas mantenham parte de sua produção no país.

Apesar de ainda serem rumores, o anúncio gerou reação nos mercados: as ações da Intel e da SK hynix registraram pequenos aumentos após a divulgação das especulações. A Intel, que enfrentou dificuldades nos últimos anos, inclusive cedendo uma participação acionária ao governo americano em 2025, parece buscar novas formas de se reinventar.