As tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025 resultaram em um aumento significativo nos preços dos consoles da Sony e da Microsoft. Isso fez com que muitos jogadores pagassem mais por um PS5 ou um Xbox do que o esperado. Um ano depois, a Suprema Corte dos EUA declarou essas tarifas ilegais, permitindo que as empresas recuperassem o dinheiro pago ao governo.
No entanto, muitos consumidores estão insatisfeitos e desejam que as empresas reembolsem a diferença paga a mais. A Sony e a Microsoft, assim como a Nintendo, afirmaram que não são obrigadas a realizar esses reembolsos e não o farão, apesar de vários processos judiciais já estarem em andamento.
O aumento de preços começou em 2025, quando o governo Trump anunciou novas tarifas sobre importações, afetando diretamente produtos eletrônicos. Em 1º de maio de 2025, a Microsoft anunciou aumentos significativos, com o Xbox Series S custando cerca de US$ 430 e o Xbox Series X, com 2 TB, ultrapassando os US$ 700. A Sony seguiu com um aumento em 21 de agosto do ano seguinte, com o PS5 Pro chegando perto de US$ 750.
A Nintendo, embora não tenha aumentado o preço do Switch 2, ajustou o valor de seu console anterior e alguns acessórios. A empresa justificou os aumentos citando as condições do mercado americano, mas, após a decisão da Suprema Corte, afirmou que os consumidores "receberam exatamente o que pagaram" e não têm direito a reembolso.
No caso da Sony, um grupo de jogadores da Califórnia entrou com um processo buscando transformá-lo em uma ação coletiva. A empresa argumenta que pagar um preço justo por bens adquiridos não constitui um dano legalmente reconhecido. A Microsoft mantém a mesma posição, afirmando que não há dano moral ou econômico em comprar um console pelo preço anunciado.
Enquanto isso, algumas empresas, como a Panic e a Arctic, decidiram reembolsar seus clientes que compraram produtos durante o período das tarifas. A disputa judicial continua, sem que até o momento um juiz tenha se pronunciado a favor das grandes empresas.