O verão de 2026 foi movido por grandes anúncios, mas o outono promete ser ainda mais intenso — e desigual. Enquanto Nintendo se destaca com um remake controverso de The Legend of Zelda: Ocarina of Time e um novo console, o Switch 2, a Sony entra no período com uma imagem arranhada.

Marvel’s Wolverine, um dos grandes lançamentos da plataforma, foi recebido com desinteresse e críticas. O jogo, que tenta seguir o estilo de blockbusters cinematográficos, acabou parecendo repetitivo e sem profundidade. A reação negativa foi tão forte que, mesmo sendo um jogo decente, se tornou o maior desapontamento da era do PS5.

Além disso, a decisão de abandonar os discos físicos gerou uma onda de indignação entre os fãs. A Sony, que já se posicionou como o vilão do ano — especialmente em comparação com a Xbox, que cortou centenas de funcionários — agora enfrenta o peso de uma narrativa difícil de reverter.

Um dos momentos mais emblemáticos veio com a saída de Hideo Kojima, cujo jogo Physint foi transferido para o Xbox. A decisão, que parecia um golpe simbólico contra a Sony, foi mal interpretada por muitos: o jogo foi adotado pela Xbox por causa da defesa de mídia física por Kojima, mas a verdade é que a saída foi decidida antes do debate sobre discos.

Apesar de tudo, a Sony está em vantagem inegável. O PS5 já vendeu muito mais que o Xbox Series X, e isso garante que GTA 6 será o principal título do console. O jogo, que será lançado em 2026, vai impulsionar vendas de hardware e gerar uma receita massiva para a Sony por meio da taxa de 30% nas transações da PlayStation Store.

Enquanto Nintendo brilha com eventos e lançamentos exclusivos, e a Xbox tenta se reerguer com novos títulos, a Sony está no caminho certo: mesmo sendo o vilão da temporada, ela vai vencer — não por causa de seus jogos, mas por causa de um que ninguém mais pode controlar.

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