A Electronic Frontier Foundation (EFF), uma organização que defende a privacidade digital e a liberdade de expressão, criticou a decisão da Sony de encerrar as vendas de jogos físicos em 2028. Em um post no blog, a EFF descreveu essa mudança como um "ataque aos nossos direitos em diminuição" e um sinal preocupante do futuro que nos aguarda.
Rory Mir, diretor de acesso aberto e engajamento com a comunidade tecnológica da EFF, afirmou que a estratégia da Sony segue o mesmo padrão observado nas indústrias de cinema, TV e música, onde as empresas atraem consumidores com a conveniência do download digital, mas limitam o acesso físico e redefinem o que significa realmente "possuir" um conteúdo.
Mir alertou que o objetivo final é transformar os consumidores em locatários, obrigados a pagar assinaturas regulares para acessar os jogos. Ele enfatizou que a transição para compras digitais exclusivas pode prejudicar aqueles que não têm acesso a uma internet de alta velocidade, uma realidade que ainda afeta muitos nos Estados Unidos.
Além disso, a EFF destacou que a limitação a cópias digitais empurra os jogadores para uma cultura de copyright que favorece o aluguel, já que os jogos físicos oferecem o "direito de primeira venda", permitindo a revenda, algo que não é possível em um mercado digital.
Embora tenha havido uma forte reação negativa à decisão da Sony, a empresa não demonstrou sinais de reconsideração. A situação é semelhante à anunciada pela Rockstar Games, que confirmou que GTA 6 será um lançamento digital exclusivo.
Enquanto isso, esforços de emulação estão em andamento para garantir que jogos que não são preservados digitalmente possam ser jogados no futuro, com desenvolvedores do RPCS3 afirmando que 75% dos jogos de PlayStation 3 já são jogáveis em PC.