A Sony registrou uma nova patente que pode transformar a forma como os personagens não jogáveis (NPCs) se comportam em jogos do PlayStation. O sistema, chamado de "personagem não jogável adaptado por IA para sistema de videogame", usa dados gerados durante a jogatina para ajustar o comportamento, aparência e até estratégias dos NPCs em tempo real.

Diferentemente do que faz a Nvidia com seu programa ACE — que usa modelos de linguagem para criar diálogos inteligentes —, a abordagem da Sony vai além: a IA poderia modificar qualquer aspecto do NPC, desde movimentos até decisões em batalhas. A ideia é tornar os personagens mais realistas sem exigir longos processos de programação ou custos elevados de desenvolvimento.

A patente destaca os desafios atuais de criar NPCs com comportamento complexo: sistemas de animação, simulação e rastreamento de interações exigem muitos recursos. A Sony afirma que a IA pode resolver isso, permitindo que os NPCs evoluam com base nas ações do jogador, tornando as interações mais fluidas e envolventes.

Apesar do potencial, a tecnologia ainda está em fase de patente. Não há garantia de que chegue a um PlayStation 5 ou ao futuro PlayStation 6. Mas já há exemplos de uso de IA em jogos, como o projeto da Inzoi, que usou modelos de linguagem para ajustar como NPCs interagem entre si e com o jogador.

Imaginar um chefe em Elden Ring que aprende seu estilo de combate, ou um inimigo de terror que sabe exatamente como você reage a sustos, não é mais ficção. Ainda assim, há riscos. Se os dados forem processados na nuvem, há o perigo de vazamentos. Além disso, há preocupações com como essas informações poderiam ser usadas para marketing personalizado — mesmo que, por enquanto, pareça improvável que empresas usem reações a monstros como base de anúncios.