Segundo Chris McKenna, co-roteirista de Spider-Man: Brand New Day, o filme quase seguiu um caminho completamente diferente — com um Peter Parker interpretado por Tom Holland usando um sotaque britânico. A ideia, revelada no podcast The Bulwark, era que o herói, após o esquecimento de MJ no final de Spider-Man: No Way Home, precisasse se apresentar como outra pessoa para reconectar com ela.
Em vez de fingir ser 'Maynard', como na versão final, o plano original era que Parker se passasse por Ben Reilly, um personagem britânico, em uma tentativa de se infiltrar em uma investigação que MJ estava conduzindo. Essa versão, segundo McKenna, era parte de uma brincadeira com identidade e máscaras — algo central na história.
Apesar de Ben Reilly ser, nos quadrinhos da Marvel, um clone de Peter Parker e não um britânico, a ideia do sotaque era uma piada interna com o próprio Tom Holland, que é de Queens, Nova York. A versão britânica do personagem também gerou confusão, já que o nome Ben Reilly é usado por Nicolas Cage em Spider-Noir, série da Prime Video, que tem um universo paralelo e não faz parte do MCU.
Apesar de não ter ido para a tela, a ideia ainda aparece de forma sutil no filme: quando Ned compartilha um rastreador de Spidey com Parker, ele brinca com a possibilidade de o herói ser britânico.