Star Wars: Galactic Racer chega com uma proposta ousada: transformar o universo da franquia em um cenário de corridas espaciais com um toque arcade e um sistema de progressão que lembra um roguelike. Desenvolvido pela Fuse Games — equipe formada por ex-criadores do Burnout e da série Star Wars Battlefront —, o jogo se passa entre o fim de Retorno de Jedi e o início de O Despertar da Força, criando uma cultura de corridas planetárias com landspeeders, speeder bikes e skim speeders.
Corrida com alma de Burnout, mas equilibrada
Apesar de ter o DNA de jogos como Burnout 3, onde colisões eram o centro das atenções, Galactic Racer opta por um formato mais tradicional de corrida, com takedowns que acontecem, sim, mas não são o ponto central. Quando você derruba um adversário, o jogo mostra uma câmera lenta dramática, com o veículo se despedaçando — um momento que lembra bem os clássicos da Criterion. No entanto, o controle do carro durante esses momentos é instável, e o AI às vezes te deixa indo direto para uma parede, o que pode ser frustrante.
Um mundo com história e personagens
O jogo constrói um universo rico com personagens como Kestar Bool, um vilão carismático, e uma turma de ricos herdeiros que correm por prazer — alguns com traços de pilotos reais de Fórmula 1. A cada poucas corridas, você caminha pelo paddock, onde os rivais te insultam, muitas vezes em idiomas alienígenas, o que torna o diálogo menos acessível, mas ainda assim divertido.
Sistema de builds e mecânicas de progressão
O diferencial está nos sistemas de turbo: o afterburner com cooldown e o ramjet, que pode superaquecer se usado demais. Além disso, efeitos como Cooled (quando você está em alta velocidade ou sobre água) e Burning (em lava ou com chamas do inimigo) influenciam diretamente seu desempenho. Outros status, como Overcharged, Corroded e Shielded, permitem personalizar seu estilo de corrida.
Os progressos são feitos em turnos — cinco corridas em modo multiplayer ou três atos no modo solo, onde você pode assumir o papel de um dos personagens principais. Essa estrutura de tour lembra um roguelike, com desafios crescentes e recompensas que moldam sua experiência.
Multiplayer caótico e divertido
O modo multiplayer, chamado 'tour', mistura corrida arcade com elementos de MOBA. A dinâmica é caótica, mas funciona bem: o jogo consegue equilibrar ação, estratégia e diversão sem se perder. É um dos pontos fortes do título, especialmente para quem gosta de competições com um toque de imprevisibilidade.
Com preço de US$ 60 (cerca de R$ 320 no Brasil), o jogo está disponível no PC via Steam. A versão para Steam Deck ainda não foi confirmada, mas o jogo roda bem em máquinas com hardware moderno.