Star Wars: Galactic Racer, o jogo de corrida com toques de Roguelite e estilo Burnout, teve seu conceito inicial testado de forma inusitada: como um jogo de tabuleiro coberto de Post-its. Segundo a Fuse Games, a abordagem foi essencial para validar emoções e mecânicas rapidamente, antes de mergulhar em motores de desenvolvimento.
O CEO da empresa, Matt Webster, explicou que, mesmo com ferramentas digitais avançadas, o processo de escrever ideias à mão é mais rápido para conversar e iterar. "O que é mais rápido? Escrever uma ideia ou codificá-la?", questionou.
O diretor criativo Kieran Crimmin detalhou que o protótipo era basicamente um tabuleiro com anotações, dados e rabiscos. "É um monte de Post-its, umas anotações e alguns dados. Mas o que importa é validar a sensação do jogo o mais rápido possível".
A ideia era testar o "game-feel" — a sensação de jogabilidade — antes de qualquer implementação digital. "Você pode ter mil ideias, mas só sabe se elas funcionam quando as pessoas jogam", afirmou Crimmin. "O foco não é o que está certo, mas sim se o protótipo transmite a emoção certa".
Na análise do Eurogamer, Christian Donlan elogiou o equilíbrio entre mecânicas modernas (como upgrades e progressão) e o ritmo intenso de corridas clássicas. "Galactic Racer nunca esquece que é um jogo de corrida. Cada curva é um momento de tensão, assim como nos melhores títulos do gênero".
Apesar de existir uma versão física do jogo — ainda que inacessível ao público —, o protótipo em papel e adesivos foi fundamental para moldar o que hoje é um dos jogos mais bem recebidos da franquia Star Wars nos últimos anos.