Um novo RPG de furtividade está chamando atenção por adotar de forma ousada o sistema de limite de tempo, um elemento que gerou polêmica em títulos recentes como The Blood of Dawnwalker. Bunderkin: The Ocular Eclipse, desenvolvido pela Studio Zubio, coloca o jogador em um ciclo de três dias repetidos, lembrando fortemente a experiência de Majora’s Mask, um dos jogos mais icônicos da franquia The Legend of Zelda.

Na trama, o jogador assume o papel de Beedee, um Bunderdragon que tenta chegar ao festival Ocular Eclipse — um evento único na vida — enquanto descobre que um vilão quer congelar o fenômeno cósmico. Com a ajuda de um dispositivo misterioso, Beedee é capaz de voltar no tempo e tentar impedir o plano malvado, reiniciando o ciclo a cada três dias.

O jogo combina elementos de clássicos como Metal Gear Solid e Splinter Cell, com foco em furtividade, quebra-cabeças e exploração, tudo dentro de um sistema de tempo que gera tensão e urgência. A mecânica, embora controversa em outros títulos recentes, parece estar sendo bem recebida pelos fãs, especialmente no Brasil, onde jogos com mecânicas desafiadoras costumam ter boa aceitação.

Atualmente, o jogo já arrecadou quase R$ 175 mil no Kickstarter, superando quase quatro vezes sua meta inicial de R$ 44 mil. A página no Steam já está ativa, e os interessados podem colocar o jogo na lista de desejos.

Apesar das críticas ao limite de tempo em títulos como The Blood of Dawnwalker — que levaram até mesmo o diretor de Baldur’s Gate 3 a se manifestar —, Bunderkin mostra que o formato ainda tem espaço, especialmente quando bem integrado à narrativa e ao design de jogo.