O novo filme de Street Fighter, dirigido por Kitao Sakurai, chega às telas com a promessa de trazer o universo dos games para o cinema, mas acaba sendo um reinício cheio de falhas. O longa é excessivamente editado, com ritmo acelerado como um TikTok, o que impede qualquer conexão emocional entre o público e os personagens.

Ken Masters, interpretado por Noah Centineo, é um ex-lutador que agora faz propagandas e luta com ursos polares, enquanto Ryu, vivido por Andrew Koji, vive em esconderijo, tentando se manter longe de um poder sombrio que o assombra. M. Bison, interpretado por David Dastmalchian com um toque de exagero, organiza um novo torneio para capturar o poder do hado, e envia Chun-Li, agente secreta disfarçada, para encontrar os melhores lutadores.

Apesar de uma boa quantidade de personagens — incluindo Dan Hibiki, Blanka (Jason Momoa), Guile (Cody Rhodes), Balrog (50 Cent) e outros —, todos acabam sendo meros extras, com pouca profundidade. Muitos são apresentados apenas com suas características visuais e personalidades simplificadas, como se fossem escolhidos do menu de seleção do jogo.

As lutas, que deveriam ser o ponto alto, são prejudicadas pela edição frenética e falta de impacto físico. Mesmo com uma batida musical constante e muitos cortes rápidos, o filme não consegue criar tensão ou emoção nos combates. Apenas as sequências animadas e algumas cenas de slapstick conseguem destacar-se, oferecendo momentos de leveza e criatividade.

Apesar do potencial, o filme termina sem resolver o conflito principal, deixando o espectador com a sensação de que algo foi esquecido. Em comparação com o sucesso de Resident Evil, lançado recentemente, Street Fighter mostra que adaptar jogos para o cinema ainda é um desafio grande — especialmente quando o roteiro e a direção não dão espaço para respirar.