O novo título Tarae: The Unbound, desenvolvido pela estúdio sul-coreano Boundary e publicado pela Krafton, está causando expectativa entre os fãs de ARPGs. Durante o Gamescom 2026, tive a chance de testar uma versão preliminar do jogo — ainda longe de estar finalizado — e o que vi me deixou com uma sensação positiva, especialmente no que diz respeito ao combate.

Baseado na mitologia budista, o jogo adota uma perspectiva isométrica e se concentra em ação visceral. Escolhi a classe Samurai, um guerreiro corpo a corpo que se destaca por movimentos pesados e impactantes. Cada golpe é acompanhado de efeitos visuais e sonoros que reforçam a sensação de força, algo essencial em jogos desse tipo.

O sistema de combate inclui um roll de esquiva, barra de stamina limitada e poções de cura — elementos clássicos, mas bem implementados. O destaque fica por conta de um golpe carregado que exige tempo e precisão, com animações que transmitem peso real. A sensação de impacto é tão bem feita que cada ataque parece realmente cortar a carne.

Outra mecânica que se destaca é o uso de adagas lançáveis. Lançadas com um botão, elas permitem que o jogador se teleporte até o ponto onde caíram — e, ao chegar, causa uma explosão em volta, atingindo inimigos próximos. Quando bem executada, essa habilidade pode ser decisiva em batalhas de grupo.

Apesar de tudo estar desbloqueado no demo, tive pouco tempo para explorar as subhabilidades. O que vi indica um sistema de customização com alterações percentuais e ajustes sutis — interessantes para quem gosta de criar builds personalizadas, ainda que não pareçam transformar radicalmente a jogabilidade.

Os inimigos se dividem em dois tipos principais: hordas comuns de inimigos menores e dois chefes. Os primeiros são desafiadores apenas se você se descuidar, mas não exigem estratégia complexa. Já os chefes mostram mais profundidade. O primeiro, um demônio rã gigante, força o jogador a se mover constantemente, com rolamentos e saltos que impedem o planejamento de ataque.

O segundo, um feiticeiro, é bem mais difícil. Exige posicionamento preciso, com fases de invulnerabilidade que só podem ser quebradas ao entrar em áreas iluminadas. Com uma barra de vida alta e uma chuva constante de ataques, não consegui vencê-lo antes do tempo do demo — e o desapontamento foi coletivo.

Apesar de ser apenas uma demonstração, Tarae: The Unbound já demonstra ter um bom fundamento: combate satisfatório, boss fights bem pensados e uma estética única baseada na mitologia oriental. Ainda assim, o verdadeiro teste virá quando o jogo permitir uma exploração mais profunda da personalização, do sistema de habilidades e do conteúdo principal.

Para quem curte o gênero, o título merece atenção. Ainda está em desenvolvimento, mas já mostra que pode se destacar entre títulos como Diablo e Path of Exile — desde que mantenha o foco no que faz bem: fazer o jogador se sentir poderoso, envolvido e sempre desafiado.