Em meio ao crescente uso de IA em desenvolvimento de jogos, Tenebris Somnia surge como um manifesto contra a automação: uma experiência de terror em 2D que combina estética retro com cenas ao vivo feitas com efeitos práticos reais.
O jogo, desenvolvido por uma equipe independente e publicado pela New Blood Interactive, é conduzido por uma equipe cinematográfica argentina premiada. As cenas de narração não são animações digitais ou geração por IA — são filmadas com atores, maquiagem real e truques físicos. O resultado, segundo o editor da PC Gamer, é tão assustador que ele precisou cobrir os olhos durante o trailer do PC Gaming Show Tokyo 2026.
"AI could never make Tenebris Somnia", afirma Dave Oshry, CEO da New Blood Interactive. A frase não é apenas um apelo emocional — é uma afirmação sobre o poder dos efeitos práticos. Criaturas com rostos extras, deformações faciais que parecem violar a lógica e uma atmosfera de pesadelo contínuo são geradas com materiais físicos, não com algoritmos.
O jogo promete uma jogabilidade de sobrevivência intensa: pouca saúde, pouca munição, e a necessidade constante de improvisar armas — como um alicate ou uma tubulação. Segundo Oshry, o jogador sempre vai ter "apenas o suficiente" para continuar, nunca mais.
A história, por sua vez, é profundamente humana. Desenvolvida como uma metáfora para relacionamentos tóxicos, o jogo promete provocar risos, lágrimas e, sim, o impulso de ligar para um ex. "Você vai rir, chorar, e ligar para seu ex", diz Oshry — e essa é talvez a parte mais aterrorizante.
Com lançamento marcado para 16 de outubro de 2026, o jogo chega bem a tempo do Halloween. No Brasil, o preço ainda não foi anunciado, mas a expectativa é grande entre fãs de horror com alma e corpo — não apenas pixels.