Um teste realizado por James Bentley, escritor de hardware do PC Gamer, desafiou a crença comum de que um polling rate mais alto melhora o aiming em jogos de tiro. O objetivo era verificar se aumentar a taxa de atualização do mouse (de 125 Hz a 8.000 Hz) afetava o desempenho, mas o resultado foi surpreendente: o DPI, e não o polling rate, foi o fator mais decisivo.

Usando o mouse Asus ROG Harpe II Extreme Edition 20 — com DPI máximo de 65.000 e polling rate de até 8.000 Hz — o jornalista realizou testes no software Aimlabs, que mede precisão e velocidade em disparos. Os testes foram feitos em três configurações de DPI: 1.600 (o que ele considera natural), 4.000 (mais alto) e 800 (próximo do usado por jogadores profissionais).

Em 1.600 DPI, os resultados variaram, mas o melhor desempenho foi em 125 Hz e 8.000 Hz. No entanto, o jogador notou que o 1.000 Hz era mais confortável, com melhor sensação de controle. Já em 4.000 DPI, o polling rate mais baixo (125 Hz) prejudicou muito o desempenho, enquanto o 8.000 Hz ajudou a manter o controle do cursor — mas a diferença não foi significativa entre 1.000 Hz e 8.000 Hz.

O ponto mais revelador veio com 800 DPI: o desempenho subiu de forma consistente, com o melhor resultado em 1.000 Hz (60.256 pontos). Isso confirma uma tendência entre jogadores profissionais, que usam DPI baixo para maior precisão.

O teste ainda incluiu o máximo DPI disponível (65.000), que resultou em uma pontuação miserável: 10.294. O jogador concluiu que, mesmo para jogadores médios, um DPI mais baixo pode ser mais eficaz — embora exija adaptação.

Para o brasileiro que busca melhorar o aiming, o conselho é claro: experimentar DPIs menores, como 800, pode valer a pena. O polling rate alto, embora prometido como vantagem, não trouxe benefícios reais em seu caso.