É cada vez mais comum ver empresas exigindo que você prove sua lealdade à marca antes de conseguir comprar um produto de hardware. No caso do PS5 Pro, a Sony exige que o usuário tenha uma conta no Japão e pelo menos 60 horas jogadas em PS4 ou PS5 para participar do sorteio. Já a Valve impôs uma reserva para o Steam Frame com critérios vagos, como ter uma conta "em bom estado" e ter feito uma compra na plataforma antes de abril de 2026.
Essas medidas, embora sejam apresentadas como forma de combater scalpers, acabam criando barreiras que afetam mais os fãs leais do que os bots. O que é mais frustrante? O fato de que, mesmo com essas exigências, o preço do produto continua o mesmo — ou até mais alto. O consumidor tem que provar sua paixão por uma marca só para ter a chance de pagar o preço de tabela.
Até mesmo empresas como Nvidia e Zotac tentaram soluções alternativas, como o sistema de sorteio "Verified Priority Access" e vendas exclusivas via Discord. E, sim, isso funcionou — mas só para quem já estava dentro do ecossistema. Para quem quer apenas comprar uma placa de vídeo sem rodeios, o caminho se torna cada vez mais complicado.
Na prática, isso só reforça uma realidade já conhecida: o mercado de hardware ainda é desigual. Quem tem tempo, dinheiro e acesso a eventos internacionais — como QuakeCon ou PAX West — ainda consegue comprar equipamentos ao preço de fábrica. Para o resto, a única opção é esperar, torcer e se submeter a testes de fidelidade que parecem mais um castigo do que uma solução.