O Blood of Dawnwalker, novo RPG de vampiros assinado pelo ex-diretor de The Witcher 3, Konrad Tomaszkiewicz, está entre os principais destaques do ano em termos de crítica e recepção do público. Segundo informações do Bloomberg, o jogo foi produzido com um orçamento de US$ 40 milhões, financiado pela empresa chinesa NetEase, que detém 26% da desenvolvedora Rebel Wolves.

A Bandai Namco atuou como editora do título, que já vendeu mais de um milhão de cópias em poucos dias — um resultado que motivou a equipe a iniciar os trabalhos para um sequel. O jogo está com 84 pontos no Metacritic e 86% de avaliações positivas no Steam após o lançamento, consolidando-se como um dos melhores RPGs de 2026.

Esse orçamento coloca o Blood of Dawnwalker na mesma categoria de jogos AA (mid-tier) que têm chamado atenção nos últimos anos: Kingdom Come: Deliverance 2, com cerca de US$ 41 milhões, e Clair Obscur: Expedition 33, com um orçamento inferior a US$ 10 milhões. Esses títulos são citados como exemplos de um modelo de produção mais sustentável — equipes menores, conteúdo rico e custos controlados — em contraste com os gigantescos orçamentos de AAA, como os US$ 200 milhões de The Last of Us Part 2 ou o estimado US$ 1 bilhão para GTA 6.

Na indústria, especialistas como Jon Bellamy, CEO da Jagex, defendem que um orçamento de 10% de um grande AAA pode produzir resultados comparáveis, desde que bem gerido. O caso do Blood of Dawnwalker reforça essa tendência: mesmo com um orçamento modesto, o jogo conquistou críticas elogiosas e um público fiel, com cerca de 58% dos jogadores na Steam tendo jogado The Witcher 3 antes.

Apesar de o valor do jogo ser de US$ 70 — o que pode impactar o acesso no Brasil —, o sucesso do título demonstra que jogos de alto nível não precisam de bilhões para serem memoráveis. A indústria está em transição, e o crescimento de jogos AA pode ser a chave para um futuro mais equilibrado.