A Rebel Wolves, estúdio polonês, não esconde a influência de The Witcher 3 em seu RPG de mundo aberto, The Blood of Dawnwalker. Após quatro horas jogando, é possível notar semelhanças significativas, mas a obra se destaca por suas próprias ideias. O jogo promete ser mais do que uma simples cópia, apresentando uma narrativa envolvente.
O prólogo de três horas estabelece o tom sombrio do jogo. O protagonista, Coen, vive em uma aldeia sob o domínio de Brencis, uma figura tirânica que exige que os cidadãos doem um litro de sangue a cada lua cheia. Essa exigência gera um ambiente de tensão, especialmente para a mãe de Coen, que está apavorada com a próxima doação.
Assim como em The Witcher 3, o prólogo funciona como um microcosmos da experiência de 40 horas que se segue, permitindo ao jogador explorar um mapa aberto e tomar decisões que impactam a narrativa. O jogador deve coletar remédios para sua mãe, mas outras histórias também se desenrolam na aldeia.
Uma das novidades do jogo é seu sistema de tempo, que divide cada dia em oito segmentos, onde cada atividade consome um ou mais segmentos. Isso dá ao jogador a sensação de urgência e a necessidade de priorizar suas ações, tornando a experiência mais rica e imersiva.
Os dilemas morais são uma constante, levando o jogador a questionar se a submissão a um poder duvidoso é preferível à resistência. A narrativa explora a vida sob um regime vampírico, refletindo sobre as escolhas difíceis que os personagens enfrentam.
O combate em The Blood of Dawnwalker pode ser considerado um ponto fraco, com mecânicas que lembram Kingdom Come: Deliverance, mas sem trazer grandes inovações. No entanto, a parte vampírica do jogo oferece habilidades interessantes, como a capacidade de se mover rapidamente e escalar paredes.
A ambientação é um dos pontos altos, com um mundo aberto repleto de detalhes góticos e uma narrativa sombria que promete prender a atenção dos jogadores. Com lançamento previsto para 3 de setembro, The Blood of Dawnwalker pode se destacar no cenário dos RPGs de 2026.


