O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, classificou como "terrível para a próxima geração da humanidade" a proposta de lei da União Europeia que visa restringir o acesso de crianças menores de 15 anos a jogos online, redes sociais e chatbots com inteligência artificial.
A informação foi divulgada pelo Reuters em 14 de setembro de 2026, que mostrou um documento com os detalhes da proposta. Segundo o texto, crianças de 15 anos ou mais poderiam criar contas próprias sem restrições. Já os adolescentes de 13 e 14 anos teriam acesso apenas a "contas introdutórias", com limites rigorosos de tempo e necessidade de autorização dos pais. Crianças entre 3 e 12 anos poderiam usar apenas contas controladas pelos pais, restritas a serviços infantis. Já menores de 3 anos teriam acesso proibido por lei.
Sweeney usou sua conta no X (antigo Twitter) para se manifestar, dizendo que a medida "seria terrível para a próxima geração da humanidade". Ele destacou que plataformas como Fortnite e Roblox são hoje ferramentas de criação digital, comparando os jogos àqueles brinquedos do passado, como pinturas e árvores para brincar. "Fortnite tem o Modo Criativo, o Roblox tem o Roblox Studio, e ser criador digital está ao alcance de todos – até que os políticos tirem isso", escreveu.
Ainda que a proposta ainda esteja em fase de discussão e possa sofrer ajustes antes de ser oficializada, ela já gerou reações fortes no setor de tecnologia e games. A Epic Games, claro, tem interesse direto, já que o acesso de jovens ao Fortnite é fundamental para sua base de usuários e receita no mercado europeu.
Essa não é a única proposta de regulamentação de idade em 2026. Em diversos estados dos EUA, é necessário provar a idade para acessar conteúdos pornôs. Na Austrália, uma nova lei exige cartão de crédito para usar a Steam, como forma de proteger menores. Críticos argumentam que essas medidas trazem riscos à privacidade e podem ser usadas para restringir o acesso de adultos a conteúdos livres da internet.