Os RPGs da série Trails, também conhecidos como Kiseki, são uma das franquias mais ricas e complexas do gênero. Com décadas de história, mundo detalhado e personagens marcantes, o universo criado pela Nihon Falcom pode parecer intimidador para quem nunca jogou. Mas, com remakes recentes e uma estrutura narrativa que se expande com o tempo, agora é o momento ideal para conhecer essa obra-prima do RPG japonês.
13. Trails of Cold Steel 4
Conclusão da trama de Erebonia, o jogo traz momentos emocionais fortes e resoluções pessoais bem construídas. No entanto, falha em manter o tom grandioso esperado. Eventos como guerras mundiais e combates com robôs gigantes acabam sendo tratados de forma muito controlada, como se fossem episódios de uma série de TV. O início, com a jovem Juna Crawford e seus amigos, é um dos melhores da série, mas a segunda metade perde força, com resoluções apressadas e uma sensação de que tudo foi resolvido de forma muito fácil.
12. Trails through Daybreak 2
Seu grande truque é ser estruturado como um visual novel, com retrocessos de tempo quando os personagens morrem ou enfrentam finais ruins. Isso pode ser divertido, mas, em excesso, torna a experiência frustrante. A história se divide em episódios que, embora tenham momentos fortes, não se conectam bem no final. O vilão principal é um dos mais fracos da franquia, e a sensação de que o jogo é apenas um “ponte” entre Daybreak I e Trails Beyond the Horizon é quase inescapável. Ainda assim, é um título importante para entender certos personagens.
11. Trails in the Sky the 3rd
Um dos jogos mais subestimados da série, ele muda o foco para um estilo de dungeon crawler. A história de Kevin Graham, caçador de hereges, e sua parceira Ries é um dos melhores relacionamentos da franquia. A estrutura é ousada, mas ainda não está madura — o que será aperfeiçoado em jogos futuros. É um ponto de partida essencial para o estilo de dungeoneering que viria a brilhar mais tarde. Quem gosta de exploração e combate tático vai se apaixonar.
10. Trails of Cold Steel 2
Explora a transformação de Rean em um homem confiante, mas marcado pela guerra. O clima sombrio e a trilha sonora da Falcom Sound Team são incríveis, mas a narrativa não se compromete com a gravidade do conflito. As batalhas parecem distantes, quase sem consequências. O final é forte, e o último boss pode ser um dos melhores da série. Mas o jogo não consegue manter o tom por todo o caminho.
9. Trails from Zero
O início da trilogia de Crossbell, um dos centros narrativos mais bem construídos da franquia. A cidade é tão viva que parece real — cada personagem secundário tem história, cada esquina tem um propósito. A trama começa com missões aparentemente triviais (como procurar gatos), mas explode em ação cinematográfica. Apesar de ter um ritmo lento no começo, o jogo é uma das experiências mais memoráveis do RPG japonês. O problema? O segundo jogo, Trails to Azure, constrói tanto sobre ele que o primeiro, por si só, parece mais um prelúdio.
8. Trails of Cold Steel
O primeiro capítulo da saga de Erebonia é basicamente um jogo de setup. A ambientação escolar, com elementos de Persona, é encantadora, mas os personagens ainda estão em desenvolvimento. O sistema de relacionamentos é um experimento que, embora criativo, cria problemas para os jogos seguintes. A história só acelera no final, mas, olhando para trás, o jogo ganha um brilho que muitos não percebem na primeira vez.
7. Trails through Daybreak
Introduz o novo cenário de Calvard, uma república altamente tecnológica com um tom mais sombrio. Van Arkride, o protagonista, é um detetive privado com uma moralidade flexível, o que permite histórias profundas sobre justiça e corrupção. A trama de lado é impecável, com personagens como Celis e Quatre se destacando. A batalha no capítulo do circo é um dos momentos mais emocionantes da franquia. O sistema de combate, embora com kinks, traz inovação.
6. Trails of Cold Steel 3
Um salto de qualidade brutal. O tempo pulou, Rean agora é professor, e o elenco principal se reduziu a um número mais gerenciável. Isso permite desenvolver personagens com mais profundidade e tramas políticas mais densas. A qualidade dos cinemáticos, animações e ambientes melhorou muito com o salto para plataformas mais fortes. A história finalmente acelera, resolvendo arcos deixados para trás. É o melhor da saga Erebonia — e um dos melhores RPGs da última década.
5. Trails in the Sky
O primeiro jogo da série, que lançou uma franquia inteira. A abordagem é diferente: o foco é em ações simples, exploração e conexão com o mundo. A trilha sonora, o ritmo e a sensação de liberdade são inigualáveis. É um jogo que cresce com o tempo. A narrativa é mais leve, mas o mundo é tão bem construído que você se sente parte dele. É o verdadeiro berço da série.
Os demais títulos da lista — como Trails in the Sky the 3rd, Trails from Zero e Trails of Cold Steel 3 — são essenciais para quem quer entender a evolução da franquia. E, com remakes em andamento, o momento é perfeito para começar.