Recentemente, tive a oportunidade de experimentar Total War: Warhammer 40K e a expectativa só aumentou. O jogo começa com um tutorial onde controlei 35 Space Marines contra mais de 1000 orcs, uma situação que seria impensável em outros títulos da série. O resultado foi uma vitória esmagadora, com apenas três Space Marines perdidos.

A experiência inicial ensinou muito sobre as novas mecânicas de combate, como a transição entre ataque à distância e corpo a corpo, além da importância do uso de cobertura. O sistema de armaduras permite que um pequeno número de Space Marines enfrente inimigos em maior número, destacando a ambição da Creative Assembly com este título.

Os desenvolvedores afirmam que Total War: Warhammer 40K busca se tornar o jogo definitivo do universo Warhammer 40K. A personalização é um dos pontos altos, permitindo até ajustes nos dedos dos Space Marines.

O jogo mantém a essência da série, mesmo com as mudanças trazidas pelo novo cenário. Cada facção possui características únicas, como os orcs, que são projetados para desgastar forças de elite ao longo das batalhas, e os Aeldari, que oferecem uma experiência consideravelmente mais poderosa.

Embora tenha sido uma introdução equilibrada, o jogo ainda apresenta áreas a serem aprimoradas. Em uma campanha que envolvia capturar uma estação de retransmissão dos orcs, mesmo com ataques aéreos e lasers orbitais, a derrota foi inevitável. A gestão do poder de fogo é crucial, já que cada unidade tem suas capacidades de ataque classificadas contra diferentes tipos de armadura.

A complexidade das batalhas é um ponto positivo. A necessidade de posicionar corretamente as tropas e escolher as armas certas para cada situação traz um novo nível de estratégia, punindo decisões apressadas. A mecânica assimétrica adiciona uma camada de desafio, especialmente ao enfrentar hordas de inimigos em combate corpo a corpo.