O que faz um criador de personagens de jogo ser verdadeiramente bom? Esse é o tema da sétima edição do podcast G+RLS, da GamesRadar+, onde Sam Loveridge, Heather Wald e Rosalie Newcombe analisam criadores que vão além da estética perfeita.
Segundo as apresentadoras, jogos têm o poder único de fazer o jogador se ver refletido — e isso só acontece quando o sistema permite representar não só beleza idealizada, mas também características que muitos consideram 'imperfeições': cicatrizes, corpos diferentes, expressões faciais reais, cabelos crespos ou desalinhados.
Um bom criador de personagens, dizem, pode fazer ou quebrar uma experiência, especialmente em jogos onde o protagonista aparece em cortes cinematográficos e diálogos constantes. A ausência dessas nuances acaba transformando o sistema em um simulador eterno de juventude e beleza — algo que, segundo o debate, não é saudável para a autoestima nem representativo da realidade diversa do mundo real.
Entre os exemplos citados estão Dragon's Dogma 2, Lost Records: Bloom e Rage, que surpreendem por oferecer opções que vão além do padrão tradicional. A conversa também destaca a importância de incluir vozes diversas nos processos de desenvolvimento, para garantir que os criadores de personagens reflitam a verdadeira diversidade humana.
O podcast G+RLS é uma série que conta histórias de mulheres que jogam e dos jogos que elas escolhem. Lançado a cada duas semanas, está disponível nas plataformas YouTube, Spotify, Apple Podcasts, Deezer e Amazon Music.