A União Europeia autorizou a aquisição de 55 bilhões de dólares da Electronic Arts pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, em parceria com a empresa de private equity Silver Lake e a Affinity Partners. A decisão foi divulgada em um comunicado da Comissão Europeia, que concluiu que a fusão não levantaria preocupações competitivas.

A proposta de aquisição já havia recebido a aprovação dos acionistas em dezembro do ano passado, e com a validação da Comissão Europeia, não há mais barreiras significativas para sua conclusão. Se concretizada, essa compra será a maior aquisição alavancada da história, ou seja, realizada majoritariamente com dívida.

No entanto, a transação tem gerado controvérsias. Organizações de direitos humanos criticam a Arábia Saudita por sua crescente influência na indústria de jogos, acusando o país de "sportswashing". As violações de direitos humanos documentadas, incluindo o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, têm gerado repúdio internacional, e os investimentos em setores externos são vistos como uma tentativa de melhorar sua imagem e atrair mais investimentos.

A aquisição da EA também envolve Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA Donald Trump e CEO da Affinity Partners, o que levou sindicatos da indústria de jogos a se oporem ao negócio. Em outubro passado, a Communications Workers of America se manifestou contra o acordo e pediu ajuda à Comissão Federal de Comércio dos EUA.

Proposta em setembro do ano passado, a compra agora enfrenta poucas, se é que existem, barreiras para ser finalizada.