A Valve revelou que a crise de memória que afeta o mercado de hardware não deve ter fim tão cedo. Em entrevista ao jornalista Jason Schreier, o engenheiro da empresa, Yazan Aldehayyat, destacou que os preços devem continuar a subir no curto e médio prazo.

Segundo Aldehayyat, a disponibilidade de produtos nas prateleiras está defasada em relação ao fornecimento em grande escala, com um atraso de pelo menos três a seis meses. Isso significa que, mesmo que a demanda diminua, os preços ainda devem ser altos por um bom tempo.

Um estudo recente já havia indicado que os preços da memória devem aumentar significativamente até 2027, sem expectativa de redução antes de 2028. Isso torna a construção de PCs para jogos um investimento cada vez mais caro.

A crise de memória também impactou o lançamento das Steam Machines. O engenheiro Pierre-Loup Griffais mencionou que a capacidade de produção está limitada pela disponibilidade de memória, dificultando a fabricação dos dispositivos.

A Valve não divulgou números sobre a produção ou vendas das Steam Machines, mas enfatizou que o sucesso do produto não é medido apenas em vendas, mas sim na oferta de uma opção viável para o jogo em PC de código aberto nos lares dos usuários.

Apesar das dificuldades, a Valve mantém seus planos para o futuro das Steam Machines, afirmando que os usuários estão recebendo seus dispositivos e que o trabalho para aprimorar a experiência continuará nos próximos anos.