O Vaticano está correndo para corrigir falhas de segurança em seu aplicativo Click To Pray, que foi promovido pelo Papa Francisco. Lançado em 2019, o app tinha mais de 700 mil usuários, mas estava repleto de brechas que permitiam o vazamento de informações pessoais.
O hacker conhecido como BobDaHacker revelou em seu blog que a aplicação expunha e-mails e dados de usuários sem qualquer verificação de autorização. Ao acessar um link específico, era possível visualizar informações como nome, e-mail, país e data de nascimento de qualquer usuário apenas incrementando um número de ID.
BobDaHacker tentou alertar o Vaticano sobre a vulnerabilidade desde janeiro de 2026, mas não obteve resposta. Somente após tornar a questão pública, a falha foi corrigida e agora há um controle de autorização para acessar as informações.
Além disso, o aplicativo não tinha limitações de acesso, o que facilitaria um ataque em larga escala. Especialistas alertam que usuários mais velhos e menos familiarizados com tecnologia, que costumam utilizar o app, estão mais vulneráveis a golpes de phishing, especialmente se receberem e-mails que parecem legítimos.
Felizmente, a situação foi resolvida, e os e-mails enviados pelo aplicativo não geram mais alarmes de segurança.