Yoshio Nishimura, artista e desenvolvedor da Vanillaware, se afastou do estúdio no início da pandemia de COVID-19 e se isolou nas montanhas rurais de Nara. Durante seis anos, ele reviveu sua paixão por "gamebooks" de fantasia, que influenciaram seus trabalhos em títulos como Dragon’s Crown e Odin Sphere.

O resultado desse esforço é Veritas Tales: Witch of the Dark Castle, um jogo que remete a clássicos como Grailquest e Deathtrap Dungeon. Neste mundo dominado por magos divinos, um reino enfrenta uma crise após a queda de sua linhagem real encantada. Para reverter a situação, eles convocam a bruxa Ingeborg, mas a capital logo se vê tomada por monstros.

Os jogadores podem escolher entre um humilde bárbaro e uma aprendiz de bruxa, cada um com sua própria história ligada a Ingeborg. O objetivo é descobrir a verdade e conter a praga que ameaça se espalhar por todo o mapa.

O jogo é estruturado como um livro de aventuras, onde as decisões do jogador influenciam o desenrolar da história. O combate envolve testes de habilidades, cartas e dados, mas a maior parte da experiência é moldada por escolhas que levam a diferentes caminhos narrativos.

Veritas Tales é uma homenagem ao estilo de jogo de papel e caneta, repleta de arte original, animações e mapas que criam uma experiência visual rica. Nishimura optou por não usar inteligência artificial na criação do jogo, enfatizando que a obra possui uma alma que só pode ser encontrada em algo feito à mão.

Com seu estilo peculiar e encantador, Veritas Tales não apenas celebra os jogos de mesa, mas também convida os jogadores a continuarem suas próprias aventuras.