Um vídeo vazado de uma fábrica na China mostra centenas, possivelmente milhares, de placas de vídeo GeForce RTX 5090 novas sendo desmontadas em larga escala para serem convertidas em módulos para servidores de inteligência artificial.

Segundo informações divulgadas pelo site HKEPC e confirmadas por Tom's Hardware, o processo envolve a remoção dos sistemas de refrigeração tridimensionais — com três ventiladores e dissipadores grandes — e a substituição por unidades de refrigeração do tipo turbina, com apenas dois slots, projetadas para instalação em racks de servidores de alta densidade.

As placas-mãe (PCB) são separadas, e os chips GPU e VRAM são transferidos para novos circuitos, onde são montados com novos dissipadores de cobre e ventiladores. Após a conversão, os módulos passam por testes rigorosos em bancadas de benchmark, garantindo que funcionem corretamente em ambientes de carga pesada de IA.

Essa prática não é nova, mas o tamanho da operação revelado no vídeo é alarmante. A escala sugere que grande parte da produção da RTX 5090 está sendo redirecionada para o mercado de servidores, mesmo que a placa ainda não tenha sido lançada oficialmente no mercado chinês.

No Brasil e nos EUA, a situação é crítica: os consumidores não conseguem encontrar RTX 5090 em lojas oficiais, e os poucos anúncios disponíveis estão com preços acima de R$ 40 mil — um valor inacessível para a maioria dos jogadores. O mercado secundário está dominado por revendedores que vendem as placas por até US$ 8 mil, valor que torna o uso para jogos completamente inviável.

Apesar das afirmações da Nvidia de que a produção ainda está em andamento, a realidade é que os recursos estão sendo alocados prioritariamente para o setor de IA, onde a demanda por poder computacional é insaciável. A RTX 5090, apesar de projetada para jogos, se tornou um dos principais ativos de hardware para treinamento de modelos de IA por conta de seu alto desempenho e eficiência energética.

Para o consumidor brasileiro, isso significa que o sonho de ter a placa mais potente do mercado ainda está distante — e a cada dia que passa, mais difícil de se concretizar.