Com o fim de VisionQuest, a trilogia mais inusitada do Universo Cinematográfico Marvel chega ao seu desfecho. A série, que sucede WandaVision e Agatha All Along, coloca Paul Bettany no centro de um drama existencial sobre identidade, paternidade e a origem da inteligência artificial no MCU.
Após escapar do controle do Hex de Westview, o Vision branco vive em uma vida pacata em um pub na Escócia, enquanto constrói um mundo virtual onde convive com AIs orfãs da Stark, como J.A.R.V.I.S., F.R.I.D.A.Y. e E.D.I.T.H., além do ex-vilão Ultron — agora transformado em um avô megalomaníaco e hilário. Tudo muda quando a caçadora de recompensas Paladin aparece, acusando Vision de um crime e revelando a existência de seu filho, Tommy Shepherd, um dos gêmeos nascidos do feitiço de Wanda, agora vivendo como um garoto de rua em Londres.
Com um enredo denso e cheio de camadas, a série explora temas complexos como a natureza da consciência, o legado de Tony Stark e Bruce Banner na criação de Vision, e a relação entre pai e filho — inclusive com Ultron, que ganha uma versão inesperadamente carismática. A trama também introduz um assassino avião, o Butcherbird, que mata especialistas em IA pelo mundo, aumentando o clima de tensão.
Apesar de ser um pouco confusa e às vezes desorganizada — especialmente por misturar realidade e mundo virtual sem clareza —, VisionQuest entrega respostas satisfatórias para os enigmas deixados pelas duas primeiras séries. O trabalho de Bettany é um dos mais completos da carreira dele no MCU, enquanto James Spader transforma Ultron em um dos personagens mais memoráveis da franquia.
Apesar de não alcançar o nível de inspiração de WandaVision, a série cumpre seu papel: fechar o ciclo de uma trilogia que desafiou os limites do que se espera de um universo de super-heróis. Com um tom único, coração e uma dose generosa de mistério, VisionQuest é uma conclusão bem-vinda para uma jornada inesperada.