Quando você passa milhares de horas em um universo virtual, é natural se perguntar: será que essas conexões digitais têm algum valor real? Para Harvey Randall, redator do PC Gamer, a resposta é um sonoro sim.

Desde os tempos de World of Warcraft, em que começou a jogar com 12 anos, ele construiu laços que vão muito além do gameplay. Um desses relacionamentos, com uma amiga que só conhece pela voz há mais de cinco anos, se tornou essencial para sua saúde mental. Eles se apoiaram mutuamente em momentos difíceis, e até se encontraram pessoalmente quando a irmã dela passou por um acidente — um encontro que surgiu do nada, mas que reforçou o peso dessas amizades.

Esse tipo de história não é única. O documentário *The Remarkable Life of Ibelin*, sobre Mats Steen — um jogador de WoW que faleceu em 2014 — mostra como amigos virtuais se mobilizaram de todo o mundo para participar de seu funeral. Um exemplo de como o vínculo em um MMO pode ser tão forte quanto qualquer outro.

Para Harvey, o que torna os MMOs especiais não é a arte, os raids ou o loot. É o fato de que, em meio a mundos digitais, é possível encontrar pessoas que mudam a trajetória de sua vida. E ele convida outros jogadores a compartilharem suas próprias histórias: quem você conheceu em um jogo que te fez melhor, mais forte ou mais humano?

Seja em Final Fantasy 14, City of Heroes: Homecoming ou qualquer outro universo online, essas amizades — mesmo sem rostos ou vozes reais — podem ter um impacto real. E no Brasil, onde muitos jogos estão com preços acessíveis e comunidades ativas, esse tipo de conexão ganha ainda mais peso.