É comum que jogos de objetos escondidos sejam desprezados por muitos jogadores mais tradicionais. São vistos como fáceis, sem profundidade, quase uma forma de entretenimento de segunda categoria — tipo o que as mães jogam, como se fosse um pecado admitir o gosto por eles.
Essa visão, no entanto, pode estar errada. Andy Chalk, do PC Gamer, defende que o gênero merece mais respeito — não porque todos sejam excelentes, mas porque, assim como qualquer outro estilo, pode oferecer experiências únicas, especialmente para quem busca algo calmo, imersivo e sem pressão.
Chalk lembra que, em 2009, foi apresentado a um jogo desse tipo por um anúncio de álbum do REO Speedwagon. Surpreendentemente, achou o jogo divertido, tranquilo e envolvente — não por ser fã da banda, mas por se sentir livre para explorar sem objetivos apertados.
Hoje, ele considera que jogos como Find My Frogs e sua sequela são os melhores do gênero: sem cronômetros, sem limites de cliques, com um ambiente suave, ciclos de dia e noite e trilha sonora ambiental que reforçam o clima de relaxamento. É, na verdade, uma experiência quase ASMR — e tem demo gratuito no Steam para testar sem risco.
Além dos sapos, há outras versões com abelhas, gatos, morcegos, unicórnios e mais. Todos seguem o mesmo padrão: centenas de pequenos animais escondidos em cenas cheias de detalhes. Algumas versões são ainda mais zen, incentivando uma concentração tranquila e sem esforço.
E o melhor? Muitas dessas versões estão disponíveis gratuitamente no Brasil. Por exemplo, I Commissioned Some Bees 0 é totalmente de graça — uma ótima porta de entrada para quem quer experimentar sem gastar nada.
Para quem curte algo mais dinâmico, há Sniper Dan, um jogo que mistura objetos escondidos com tiro em primeira pessoa. Segundo o colaborador Rick Lane, o resultado é uma combinação surpreendentemente bem-sucedida.
Na verdade, o que importa não é o gênero em si, mas o que ele pode oferecer. Jogos não precisam ser cheios de ação ou violência para serem válidos. Às vezes, sentar, observar e procurar algo no mundo é, por si só, uma experiência rica.