Depois de anos sendo alvo de críticas por não condizer com sua imagem épica na lore, os Adeptus Custodes finalmente ganharam o respeito que merecem na 11ª edição do Warhammer 40K. A nova codex, ainda em pré-venda, reforça o conceito de que esses guerreiros dourados são verdadeiros demigodas — superiores até mesmo aos Space Marines — e não apenas uma linha de modelos com estatísticas desiguais.

Antes, o contraste entre a narrativa (em que seis Custodes derrotaram uma frota de Tyranids com mais de um milhão de insetos) e a realidade no tabletop era gritante. Agora, com Toughness 7, 5 vidas, 2+ de salvamento e 5+ em invulnerabilidade, os Custodes se tornam uma força quase invencível. Até mesmo os modelos mais simples superam a resistência de um capitão Space Marine.

As armas também foram revistas: os guardas Sentinel agora têm mais um ataque e causam dano 2, os machados dos Wardens e Terminators atingem força 10 e dano 4, e quase todos os armamentos à distância dobraram o número de tiros e ganharam mais força. O impacto de um ataque dos Custodes é imediato — e mortal.

Os veículos também receberam um upgrade significativo. O Pallas Grav Attack, por exemplo, deixou de ser um simples canhão de limpeza de alvos fracos para se tornar uma máquina de destruição capaz de eliminar Terminators em um único disparo. Já os dreadnoughts, especialmente o Telemon com certos upgrades, se aproximam da imortalidade dos C'tan.

Apesar da qualidade dos modelos — que já estão disponíveis em lojas como Miniature Market e Amazon —, o monte de peças e a complexidade da montagem podem ser um desafio para jogadores que não gostam de trabalhar com miniaturas. Para os jogadores de xenos, o retorno dos Custodes é uma mistura de terror e empolgação: finalmente, um inimigo digno no campo de batalha.