Warlock: Dungeons & Dragons, novo jogo de ação e aventura em mundo aberto, está sendo desenvolvido com uma abordagem diferente do convencional: sem marcadores de missão ou pontos de referência. A ideia, segundo a Invoke Studios, é que os jogadores explorem o universo do jogo com autonomia, descobrindo histórias e objetivos por meio da interação com NPCs, exploração e reflexão.
Apesar de haver uma bússola na tela — que pode ser desativada —, o jogo não guia o jogador de forma direta. Em vez disso, ele conta com um sistema de Mistérios que se ativam quando o jogador realiza certas ações em vilarejos ou áreas específicas. Esses Mistérios podem ser descobertos por diferentes caminhos, mudando a forma como o jogador se envolve com a narrativa.
Dominc Guay, gerente geral da Invoke Studios, destacou que a decisão partiu de uma experiência anterior com jogos como Watch Dogs, onde a orientação por marcadores era comum. "O que acontece com frequência é que os jogadores seguem cegamente os pontos de referência, perdendo a sensação de descoberta e curiosidade", disse. "Queríamos que o jogador se sentisse parte do mundo, não apenas um espectador da trilha.
"É um pouco mais difícil para nós fazer isso, mas adoramos o desafio", afirmou Guay. "Cada Mistério pode ter múltiplos pontos de entrada, e o caminho que você escolhe muda a forma como você encara o problema. Pode ser que você descubra algo suspeito antes mesmo de chegar ao local, mudando sua abordagem.
Apesar de o jogo ser bem diferente de títulos como Marvel’s Wolverine — que tem sido criticado por sua "trilha de gás" —, ambos abordam o tema da orientação do jogador de forma distinta. Enquanto o jogo da Insomniac tem uma estrutura linear e focada em combate, Warlock se baseia em uma gameplay emergente, com foco na exploração e nas escolhas do jogador.