Warlock: Dungeons & Dragons, o novo jogo de ação baseado no universo do RPG tabletop, não terá waypoints — marcadores tradicionais que guiaram jogadores em muitos títulos. Segundo o gerente geral da Invoke Studios, Dominic Guay, a decisão foi pensada para manter o senso de curiosidade e agência do jogador.

"Queríamos que os jogadores se envolvessem com o mundo, que descobrissem coisas por conta própria, e sentissem que suas ações realmente importavam", disse Guay em entrevista ao IGN. A ausência de pontos de destino no mapa é parte de uma abordagem mais orgânica para a progressão, com foco em investigação e descoberta, em vez de seguir ordens visuais.

Em vez de missões lineares com objetivos claros, o jogo apresenta "Mistérios" — eventos que se revelam por meio de conversas com NPCs, rumores em tavernas e pistas escondidas. A ideia é que o jogador possa se deparar com uma história de forma espontânea, influenciando como vai interagir com os personagens e locais.

"Você pode descobrir um mistério de um jeito completamente diferente, e isso muda como você aborda a situação", explica Guay. "Se você descobre algo antes de entrar numa cidade, vai entrar com mais cautela, com suspeitas. Já se descobre lá dentro, pode ser uma abordagem mais direta."

Embora a proposta soe promissora, o sucesso do sistema dependerá da sensação de naturalidade. Se cada personagem for obrigado a falar sobre o mesmo segredo, o jogador pode se sentir conduzido, assim como com marcadores brilhantes ou pintura amarela no chão.

O jogo ainda está em desenvolvimento, mas a abordagem de evitar a "guiagem pesada" ressoa com o público, especialmente em um momento em que muitos jogos são criticados por excesso de hand-holding. O título está previsto para lançamento em 2026, com versões para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.