O Water Temple, um dos pontos mais criticados da história do The Legend of Zelda: Ocarina of Time, está recebendo um rework significativo na versão remasterizada do jogo. Segundo o produtor e desenvolvedor Eiji Aonuma, o templo foi criado com a intenção de trazer uma experiência única de estar debaixo d'água — algo raro em jogos 3D na época — mas acabou se tornando um dos maiores desafios por causa da movimentação lenta, layout confuso e necessidade constante de trocar itens no menu.

Em entrevista ao programa "Ask the Developer" da Nintendo, Aonuma admitiu que o templo é um dos seus maiores arrependimentos criativos. "Tinha uma lição pendente: queria fazer algo sobre o Water Temple que criei há 28 anos", brincou ele, antes de revelar que a equipe fez ajustes importantes.

Entre as mudanças, o sistema de troca de itens foi simplificado. Em vez de abrir o menu para usar os Sapatos de Ferro, os jogadores podem agora alternar rapidamente entre itens com o D-pad. Além disso, paredes que dificultavam a orientação foram substituídas por estruturas em grade, permitindo que os jogadores vejam partes do labirinto ao redor e tenham uma melhor noção do espaço.

O diretor do jogo, HokWai Ng, destacou que a intenção é tornar a experiência mais acessível, mas sem perder a essência do desafio original. "Queremos que os jogadores se conectem com o jogo de uma forma mais fluida, mas ainda assim mantenha o clima de tensão e descoberta que faz parte do DNA do templo".

Os desenvolvedores também esperam que o remake gere conversas entre gerações — como filhos que jogam pela primeira vez e pais que se lembram de ficar presos no Water Temple por horas no Nintendo 64.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro, exclusivamente para o Nintendo Switch 2. A versão remasterizada já está sendo elogiada em prévias, com o Water Temple 2.0 sendo um dos destaques.

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